4 mar. 2026
admin
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Considerando o atual e crítico agravamento das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel, Irã e todo Oriente Médio, a Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) vem acompanhando com extrema cautela os reflexos imediatos deste conflito sobre a cadeia global de suprimentos. 

Como é de conhecimento, a instabilidade no Oriente Médio atinge frontalmente a estrutura de custos da indústria calçadista, especialmente no que tange à volatilidade do petróleo Brent e ao risco logístico no Estreito de Ormuz. Esses fatores já sinalizam reajustes severos na nafta e no etileno, projetando um impacto direto no custo de polímeros essenciais como o polietileno, polipropileno e PVC, assim como solventes, produtos auxiliares, comprometendo também a previsibilidade do câmbio e dos fretes marítimos.

Diante deste cenário de incerteza, a Assintecal entende que a transparência e a cooperação mútua são as únicas ferramentas capazes de preservar a competitividade do setor. Não podemos ignorar que a alta dos insumos importados exigirá do setor uma revisão profunda e estratégica dos planejamentos de produção e de compras. É fundamental que as indústrias e seus fornecedores caminhem em sintonia para evitar rupturas de estoque que inviabilizem a operação comercial, buscando soluções conjuntas que garantam a fluidez dos processos industriais mesmo sob a pressão do cenário internacional atual.

É imperativo compreender que, mesmo com a produção local, os preços praticados por players nacionais seguem a paridade internacional, garantindo que os efeitos da alta do petróleo cheguem em alta velocidade no mercado interno.

Acreditamos que, ao anteciparmos os desafios e compartilharmos visões técnicas sobre os impactos da guerra, poderemos mitigar os danos e assegurar a sustentabilidade de toda a cadeia calçadista.

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