Curtumes serão certificados pelo Origem Sustentável
O elo que faltava para que o Origem Sustentável abrangesse toda a cadeia produtiva do calçado foi anunciado no último dia 30 de setembro, durante a realização do Conexão Origem Sustentável, em Taquara/RS. A partir de agora, o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), entidade que representa a indústria de couros no Brasil, fará parte do único programa de certificação de práticas ESG voltado exclusivamente para empresas da cadeia produtiva do calçado no mundo.

O elo que faltava para que o Origem Sustentável abrangesse toda a cadeia produtiva do calçado foi anunciado no último dia 30 de setembro, durante a realização do Conexão Origem Sustentável, em Taquara/RS. A partir de agora, o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), entidade que representa a indústria de couros no Brasil, fará parte do único programa de certificação de práticas ESG voltado exclusivamente para empresas da cadeia produtiva do calçado no mundo.
Na oportunidade, o presidente-executivo do CICB, José Fernando Bello, destacou o fortalecimento da atividade curtidora e da certificação com a entrada dos curtumes. “Iremos aprimorar ainda mais a indústria do couro no Brasil dentro das melhores práticas de produção, ao mesmo tempo em que poderemos incrementar o uso do couro em produtos fabricados no país para consumo no mercado interno ou com destino à exportação”, disse. Atualmente, a indústria nacional de curtumes está entre as três principais produtoras do mundo. Com o maior rebanho comercial do planeta, a produção brasileira ultrapassa os 40 milhões de couros bovinos por ano, sendo que entre 70% e 80% desse volume é exportado para cerca de 80 países. Conforme o CICB, da produção nacional de couros destinada ao mercado interno, 35,9% vai para a indústria calçadista, 27,4% para a fabricação de móveis, 12,4% para EPIs, 7,1% automóveis e 5,3% para artefatos. Os curtumes poderão ser certificados no Origem Sustentável a partir de 2027, por meio de uma nova versão do programa que está sendo construída em conjunto pelo CICB, Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro e Calçados (Assintecal) e Associação Brasileira da Indústria e Comércio de Calçados (Abicalçados).
União da cadeia produtiva
A superintendente da Assintecal, Silvana Dilly, também enalteceu a entrada das produtoras de couros na iniciativa. “Temos uma demonstração inequívoca do fortalecimento da união da cadeia produtiva do calçado em prol do Origem Sustentável, que agora certifica todos os fornecedores, dos mais variados materiais ao couro, até a indústria do produto final. É um anúncio que celebra o avanço da sustentabilidade na nossa atividade”, ressaltou.
Para o presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, a iniciativa fortalece a competitividade do setor em nível nacional e, principalmente, internacional. “A sustentabilidade, não apenas no produto final, mas em todos os processos que envolvem sua produção, é cada vez mais valorizada pelas novas gerações. A entrada do CICB no rol do Origem Sustentável, mais do que fortalecer práticas sustentáveis na atividade, reforça um posicionamento em cadeia que traz maior competitividade para todo o setor, especialmente diante dos concorrentes asiáticos”, disse.
Sobre o Origem Sustentável
Criado pela Assintecal em parceria com a Abicalçados, em 2013, o Origem Sustentável é o único programa de certificação de práticas ESG voltado exclusivamente para empresas da cadeia produtiva do calçado no mundo.
A partir de janeiro de 2027, conforme divulgado, o programa passará a certificar também os curtumes brasileiros, fortalecendo o posicionamento da cadeia produtiva do calçado brasileiro como a mais sustentável do planeta. Além de certificar a produção sustentável, a iniciativa funciona como um guia de práticas ESG para empresas de todos os portes e maturidades. O Origem Sustentável conta com quatro níveis de certificação: Diamante (+80% dos indicadores alcançados); Ouro (+60%); Prata (+40%) e Bronze (+20%). As auditorias são realizadas por órgãos independentes como SENAI, SGS, ABNT, Intertek e Bureau Veritas. Mais informações no site www.origemsustentavel.org.br.
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