13/10/2017

Kering pode vender a Puma em 2018, dizem analistas

Desde que a PPR (agora Kering) comprou a Puma em 2007, analistas financeiros sempre questionaram a possibilidade do grupo vender a marca esportiva, apontando como motivo a falta de sinergia entre os negócios da Puma e marcas de luxo do grupo, como Gucci o

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Fashion Network


Agora, mais do que nunca, o cenário parece plausível, se quisermos acreditar nas declarações emitidas por uma série de grandes bancos e empresas de consultoria nas últimas semanas, em que a venda da Puma para 2018 é anunciada abertamente.

Existem vários indicadores fortes apontando nessa direção. Como relatamos em maio passado, François-Henri Pinault decidiu dar um passo atrás e renunciou à sua posição no conselho de administração do grupo alemão. Porém, a avaliação do mercado de ações da Puma está definitivamente em alta, e agora está perto de 330 euros por ação (a partir de 5 de outubro), o mesmo preço pago há dez anos, quando a Kering gastou 5,3 bilhões de euros para adquirir a marca. As vendas da Puma estão crescendo, e seus indicadores financeiros têm melhorado consideravelmente por vários trimestres.

"O desempenho dinâmico da Puma e as suas margens operacionais de recuperação poderiam abrir caminho para uma venda", afirmou Thomas Chauvet, analista do Citi, à Reuters. A agência de notícias também informou que um comunicado do HSBC supôs que o grupo Kering "finalmente recuperou seus gastos, após dez anos, tornando a venda da Puma mais provável".

Hoje, uma avaliação de cerca de 5 bilhões de euros para a Puma pode ser satisfatória para a Kering (proprietária de uma participação de 86% na marca), enquanto em 2016 François-Henri Pinault indicou que ele não previa uma venda da marca nem naquele ano ou em 2017.

No entanto, o fato é que, embora Kering possa querer vender a Puma, há muito poucos compradores que poderiam pagar uma aquisição dessa magnitude para uma marca que ainda não é tão lucrativa quanto a Nike ou a Adidas. Ao mesmo tempo, a possibilidade de venda da Reebok pela Adidas é algo que também está sempre sendo comentado na indústria. Já foi mencionado que fundos de investimento asiáticos estariam interessados, mas nenhum nome convincente foi apresentado. 

A Reuters informou que a Kering tem várias alternativas financeiras à sua disposição: ela poderia colocar a Puma no mercado, ou descentralizar e distribuir o capital entre seus acionistas. Através da venda, a gigante francesa de artigos de luxo poderia gerar um novo capital para ampliar seu portfólio de marcas e priorizar uma aquisição na altamente dinâmica indústria de jóias.

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